Quem Somos?

         O Movimento Português de Intervenção Artística e Educação pela Arte, fundado em 1994 por Professores e Artistas, tendo como primeiro subscritor e sócio honorário Arquimedes da Silva Santos, defende a Intervenção Artística como uma forma superior de promover o encontro dos artistas e das suas obras com a Comunidade.

         Ao longo da sua existência, este Movimento criou uma rede de membros de várias áreas profissionais: docentes, desde a educação pré-escolar ao ensino superior, investigadores, estudantes, técnicos de serviços educativos de instituições artísticas e culturais, artistas, animadores culturais, profissionais da área saúde e das ciências humanas e sociais.

         Os seus sócios estiveram presentes nas mais significativas iniciativas, programas de desenvolvimento curricular e estudos que contribuíram para as mudanças no acesso à educação e fruição artísticas sendo a mais recente a Recomendação do Conselho Nacional de Educação de Dezembro de 2012 sobre Educação Artística, princípios e certezas que propusemos nas Comissões especializadas em que participámos e com que nos identificamos:

1.1 “Que a educação artística integre inequivocamente o currículo nacional, possibilitando a aprendizagem de uma variedade de linguagens – das mais tradicionais às mais recentes – e de uma variedade de tónicas, salvaguarde uma perspetiva abrangente e integrada que valorize a fruição, a expressão, a criatividade, a comunicação e o conhecimento do património.”

3.3. “Que se intensifique a utilização dos recursos culturais e artísticos (serviços educativos dos museus, teatros, academias, etc.) e se incentivem parcerias e formas de colaboração com artistas e organizações locais e nacionais capazes de contribuir para a formação artística de alunos e professores.”

4.3. “Que, ao nível das políticas públicas, os setores da Educação e da Cultura articulem programas e recursos particularmente vocacionados para educação artística.”

        

         Como política de intervenção o MOVEA pretende desenvolver formas de articulação entre a Expressão Artística, a Escola, a Comunidade, utilizando como estratégias, quer a intervenção direta com alunos, quer a formação de professores, direccionada sobretudo para os grupos etários mais jovens.

         Tomando como princípio que a educação estética e artística deverá ser considerada uma necessidade e não um luxo, importa concretizá-la na sua verdadeira dimensão, o que significa não dissociar a visão estética do conhecimento racional, mas antes, harmonizá-los, num processo que é global e inerente à formação do aluno, enquanto pessoa e ser de unidade.

         Cremos ainda que este desenvolvimento estético e artístico através da Educação pela Arte pode ser dedicado à população adulta e activa, com o objectivo de a dotar com ferramentas que melhorem a sua qualidade de vida e as suas competências profissionais e pessoais.

          A par com o pensamento científico, a consciência de si, a ética, a consciência ambiental e a responsabilidade e participação cívica, a Arte permite uma mais completa e equilibrada realização dos projetos individuais e da identidade própria de cada comunidade.

         O MOVEA tem uma tradição fortemente humanística e preconiza o desenvolvimento da criatividade individual e coletiva. É nossa convicção que é no convívio harmonioso assente no triângulo da pedagogia, da psicologia e da arte na formação do indivíduo, que assenta o grande poder de transformação e mudança de atitudes, fatores vitais e essenciais dessa formação.

O modelo de educação artística que o MOVEA defende não privilegia a aprendizagem técnica e a especialização nas diversas áreas artísticas, centrando-se antes, na formação do individuo enquanto elemento de um colectivo social, em que se integra e com o qual interage, na linha do que se designa por Educação pela Arte.

      

      Defendemos a realização de projectos envolventes no domínio cultural e artístico, enquadrados na vida cultural e social do grupo, promovendo através das expressões e educação artística competências de responsabilidade e cidadania, autonomia, conhecimento das linguagens e do património artísticos, conducentes a um pleno desenvolvimento biopsicossocial em que a componente ética é determinante.

         A intervenção expressivo-artística em contextos escolares continua a ser um terreno privilegiado da nossa actividade. Estamos essencialmente centrados na intervenção directa junto de alunos e professores sem esquecer a reflexão, formação, animação e divulgação decorrentes da investigação que constitui uma das nossas principais preocupações.