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Resumo da Evolução Cronológica da Educação Artística

a partir de: Educação pela Arte e Artes na Educação (1º volume – bases psicopedagógicas) – Alberto B. Sousa

Fundação do Movimento Português de Intervenção Artística e Educação pela Arte, por Arquimedes da Silva Santos, Lucília Valente, Alberto de Sousa, Fernanda Canelhas, Graziela Gomes, Augusta Silva e Helena Ferraz.

Congresso da INSEIA (Associação Internacional de Educação pela Arte) em Lisboa, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.

 

Primeiro encontro de Educadores pela Arte, na Fundação Gulbenkian.

Promulgação do Decreto-Lei nº. 344/90, de 2 de Novembro, sobre a organização da Educação Artística.

Promulgação de Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei nº.46/86, de 30 de Setembro).

Primeiro Simpósio Internacional da Educação pela Arte, em Lisboa, na Fundação Gulbenkian.

Despacho nº. 379/80, de Outubro e Decreto-Lei nº. 318/83: Vítor Crespo fecha, inexplicavelmente, a Escola de Educação pela Arte.

O Plano Nacional de Educação Artística caracteriza oficialmente a ”Educação pela Arte” e a ”Educação para a Arte”: ‘Educação pela Arte propõe o desenvolvimento da Expressão Artística… (Educação para a Arte) visa a formação de artistas profissionais e processa-se através do ensino artístico.”

(pós 25 de Abril) – Introdução, no Programa Oficial do Ensino Básico, da disciplina de Movimento, Musica e Drama.

R. Dottrens: ‘‘A vida da criança é a expressão permanente e a escola deve proporcionar-lhe isso. Falar de expressão é falar de estética”’.

 
 
 

Arno Stern: Educação pela expressão artística.

Arno Stern foi um dos primeiros defensores da expressão livre da criança e começou a desenvolver, desde o início dos anos 50, uma atividade de pedagogo que era notável no que correspondia ao ensino da altura. No seu atelier, crianças a partir dos quatro anos de idade pintavam a guache sobre papel.

No seu livro “A Infância da Arte, a Arte da Infância”, somos chamados a prestar atenção da importância da expressão livre da criança e a sua correlação com a criatividade: A criatividade pode cultivar-se individualmente ou em grupo, através de experiências que estimulam o pensamento divergente (intuitivo e subjectivo) que, ao contrário do pensamento convergente (lógico e objectivo), em vez de uma única solução aceita várias soluções possíveis, vários modos de resolver um problema… É o pensamento divergente que caracteriza o espírito de aventura e fantasia do artista inovador”.

Criação do Curso de Professores de Educação pela Arte por: Arquimedes da Silva Santos, Graziela Gomes, Wanda Ribeiro, Freitas Branco, José Sasportes, Cecília Menano, Francisco D’orey, João Mota, Glicínia Quartin, Adriana Latino, Domingos  Morais e outros.

‘A Educação pela Arte atende sobretudo à formação da personalidade. A Educação pela Arte abrange a formação de artistas… numa perspectiva garretiana de formação educativa portuguesa.”

Vigotsky: ”Psicologia da Arte”.

O objetivo principal é discutir as possíveis contribuições da arte para o desenvolvimento humano com base na teoria histórico-cultural. É proposto que o objeto da psicologia da arte é o estudo da estrutura da obra, que deve provocar uma resposta estética e impactar a psique do fruidor. Considera-se que a arte, por sua estrutura específica e condição de objeto cultural, pode trazer desenvolvimento à psique humana pois, entre outros aspectos, possibilita a duplicação do real no âmbito intrapsiquíco, ao oferecer ao fruidor a vivência, por meio indireto, sobretudo de emoções e sentimentos não cotidianos.

Educação Estética e Ensino Escolar: João dos Santos, Luís Francisco Rebelo, Nuno Portas, João de Freitas Branco, Rui Grácio, Delfim Santos e outros.

Estudos e pesquisas no Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Gulbenkian: A psicopedagogia da Expressão Artística: Arquimedes Santos, Madalena Azaredo Perdigão, Rui Grácio, Delfim Santos e outros.

Tatarkiewicz: A expressão em Arte e na Educação.

Irena Wojnar: ‘‘Estethique et Pedagogie”.

C. Rogers: a importância do jogo e da criatividade na educação.

M. Debesse: o valor funcional da expressão.

J. Piaget: ” Na vida da criança há duas necessidades essenciais que são, a adaptação à realidade material e social e o conjunto de realidades indviduais, conciliação entre essas duas necessidades, uma como que síntese entre a expressão do Eu e as formas de actividades adoptadas”.

G. Mauco: ”Uma pedagogia que oferece variadas possibilidades de expressão…”.

A relação entre psicanálise e educação vem possibilitando, desde que Freud demonstrou seu interesse pela pedagogia, melhor compreensão dos educadores sobre o desenvolvimento da criança e do adolescente. A premissa fundamental da psicanálise é a diferenciação do psíquico em consciente e inconsciente. Este trabalho objetiva apresentar possibilidades de atuações clínicas na formação do professor a partir da análise das práticas pedagógicas, visando oferecer condições aos professores para o enfrentamento de problemas do cotidiano escolar. Os grupos clínicos de análise das práticas docentes abordam a questão do cuidado e do terapêutico estabelecendo o grupo e a prática profissional como objetos de trabalho psicanalítico. Eles ocorrem no estabelecimento de ensino ou no contexto de formação continuada ou pessoal.

Fundação da Associação Portuguesa de Educação pela Arte por, entre outros: Alice Gomes, Calvet de Magalhães, João dos Santos, Almada Negreiros, Chiró, João de Freitas Branco, António Pedro, Adriano Gusmão, Cecília Menano, Breda Simões, Arquimedes da Silva Santos.

  • A sociedade Portuguesa de Psicologia cria um Grupo de Estudos Psicopedagógicos da Expressão Artística.
  • Dobbelaere: ”O nosso objetivo (da Educação pela Arte) não é o êxito artístico. Nem do artístico, nem a virtuosidade são requeridos sequer à criança, quer educadores.

Fundação da Associação Internacional de Educação pela Arte.

Alice Gomes: Método ”Aprender Sorrindo”.

Calvet de Magalhães: Exposições e divulgação da expressão da criança.

João Couto: A Arte Aberta à Educação Pela Arte.

João dos Santos e Arquimedes Santos: Estudos do desenvolvimento da Expressão da Criança.

R. Cousinet: ”Atingir o belo pode estar para além do belo, talvez aquém do belo. Pertence, antes do mais, a um outro domínio. É o domínio da correspondência exata, da perfeição, da realização. É o que faz o seu valor psicológico e educativo.”.

Cecília Menano: Funda a ”Escolinha de Arte”.

RTP (1975) A Escolinha de Arte de Cecília Menano

Celestin Freinet: Uma educação voltada para a liberdade de expressão e de criação. Funda a primeira revista de Arte Infantil.

Betamio de Almeida: ”Desenho Livre”.

Hebert Read, presidente da UNESCO e o presidente da Associação Internacional de Educação Pela Arte: (in Education Trough Art.): ”Não é meramente uma educação artística… abrange todos os modos de auto-expressão, literária, verbal, poética, assim como musical e auditiva, e forma uma abordagem integral da realidade que deveria chamar-se educação estética – a educação daqueles sentidos em que se baseiam a consciência, a inteligência e o raciocínio do indivíduo humano”.

Afonso Duarte: ”Estudos de Desenho Infantil”.

Professor da Escola Normal, interessava-se por etnografia e arte popular, reflectidos na sua obra poética, ligada às crenças e mitos seculares, aos motivos da terra, vida animal, ao povo e à lide agrária. A sua sensibilidade poética deu-lhe um convívio com literatos de vários grupos e escolas. Trata-se dum poeta em permanente actualidade, dado que vai acompanhando todos os movimentos poéticos da primeira metade do século XX. Nasce numa atmosfera de saudosismo dominado por Teixeira Pascoais. Entretanto, surgem outras escolas a que adere. As crianças, o desenho infantil, as pedras, as águas. Aparece, então, como saudosista no conteúdo e um modernista na forma.

António Sérgio; Adolfo Lima, César Porto, Álvaro Viana de Lemos.

Leonardo Coimbra: ”A primeira educação deve ser artística e as próprias virtudes morais só podem ser dadas à criança pelas implícitas intimidações da harmonia estética”.

João de Barros: (in Educação Republicana) refere a importância da ”Educação Artística” na escola.

C. Jung: A arte, uma actividade psicológica e pedagógica saída das motivações psicológicas.

Cardoso Júnior: A educação estética e artística é fundamental na educação; A influência do Belo na Educação (1918); Pedagogia Artística (1921).

Primeiro Congresso Mundial de Pedagogia Artística, em Dresden.

João de Deus: a arte na escola como processo de associar a formação moral com o sentido estético.

Decroly foi um dos precursores dos métodos ativos, fundamentados na possibilidade de o aluno conduzir o próprio aprendizado e, assim, aprender a aprender. Alguns de seus pensamentos estão bem vivos nas salas de aula e coincidem com propostas pedagógicas difundidas atualmente. É o caso da idéia de globalização de conhecimentos – que inclui o chamado método global de alfabetização – e dos centros de interesse.

Na história da educação, o nome do psicólogo suíço Édouard Claparède  encontra-se num ponto de confluência de várias correntes de pensamento. Durante a sua formação, este absorveu influências tanto da filosofia como da ciência da época. E a sua obra favoreceu o desenvolvimento de duas das mais importantes linhas educacionais do século 20, a Escola Nova. Muitos pensadores antes de Claparède pegaram na importância de, na prática pedagógica, se levar em conta os processos mentais e a evolução das crianças, mas o faziam de um ponto de vista eminentemente intuitivo. Claparède, ao contrário, tinha formação em medicina e pretendeu construir uma teoria científica da infância. 

A. Quental: a importância educativa da expressão poética.

A.F Castilho preconiza a introdução na escola, de ”divertimentos”, jogos de canto e música.

Passos Manuel desenvolve o Conservatório como centro poliartístico.

Adolfo Coelho: ”O valor educativo das artes como elemento essencial na formação do homem”.

Henrique Nogueira: (in Estudos sobre a reforma em Portugal) propõe a música vocal e instrumental nas escolas.

A. Garret: (in da Educação) ”A importância de uma Formação Estética”.

Schiller: (in cartas sobre a Educação Estética do Homem): ”A concepção educativa da arte toma um carácter universal e indiscutível”.

Kant: ”Obervações do Belo e do Sublime.”

Luís António Verney: (in O Verdadeiro Método de Estudar): ‘‘A arte de escrever e falar corretamente… não me agrada um livro que não é escrito com arte.”

Ribeiro Sanches (in Cartas de Educação da Mocidade): ”Propondo a virtude, a paz e a boa fé por alvo de educação.”

J.J. Rousseau (in Emilio), o ”Discurso sobre as Ciências e as Artes”.

Platão (in República): ”A Educação é a Arte que se propõe este objetivo (o Bem)”.